FAS 2008 - Filho dos Livres e Geraldo Espíndola juntos no Porto Geral
No terceiro dia do 5º Festival América do Sul, a zica já havia se confirmado pois não só o show do Rappa fora cancelado no dia anterior devido ao mau tempo, como a atração da noite, Djavan, também teve o mesmo problema. Ê, Corumbá… isso que dá ser longe. Mas este é um assunto pra outra hora.
Como o cantor de Oceano não se apresentaria no pavilhão do Porto, durante a apresentação do excelente grupo Instrumental 3×5, a apresentadora do palco da Praça Generoso Ponce, Bianca Machado anunciou o Filho dos Livres, Geraldo Espíndola e Aldeia Black, lá no Porto e com entrada franca. Todo mundo entraria, até dois palhaços em pernas-de-pau, mas o show acabou sendo restrito a maiores de idade. Menores, só acompanhados por um responsável.
Depois do show instrumental, descemos a ladeira e entramos no local do show. Guga Borba e Guilherme Cruz estavam ajeitando o som e nós já estávamos lá na frente. Antes, quando ficamos sabendo da apresentação, encontramos os dois em um bar e consegui que autografassem minha cópia - tá, não é minha, é da minha namorada, mas fui eu quem deu pra ela então é meu também - do disco República dos Livres Pensamentos. Alguns minutos depois da passagem de som, após uma coxinha de mandioca, um cachorro quente, um refrigerante de laranja e a pipoca mais cara que eu já tive o desprazer do comprar, voltamos à frente do palco e eles começaram. Nem lembro qual foi a primeira música, estava empolgado e concentrado.
O duo tem o costume muito interessante de perguntar qual música as pessoas querem escutar, e como o pessoal que gosta do Filho dos Livres conhece todas as músicas, fica algo bem interessante. Eu sentei na área de imprensa, ao lado dos fotógrafos e gritei: “Toca Sinhááá!!”. Não esperava mas deu certo. O Guilherme Cruz olhou e disse que estava muito feliz pelo público de Corumbá pedir pra eles tocarem as músicas do segundo disco e mandou bala. Beleza! Tocaram durante cerca de 45 minutos e começaram Cunhataiporã, de autoria do Geraldo Espíndola e gravada por eles no disco Meu Carnaval Numa Outra Estação de Natal e aí o imprevisto deixou a noite perfeita!

Na segunda parte da música, outros músicos se ajeitam no palco onde antes estavam apenas Guga e Guilherme com violões. Primeiro o baterista, depois o baixista e por fim, Geraldo Espíndola entra no palco pra cantar no meio da apresentação deixando todo mundo maluco!! O velho Espíndola usava um botom dos Stones no paletó e começou a tocar música regional, rock e blues, inclusive uma versão blueseira de Vida Cigana, também de autoria dele. Tudo acompanhado por uma excelente banda e pelos Filhos dos Livres, que só deixaram o palco no final do show dele. Mais uma noite memorável!
Este, infelizmente foi praticamente meu último dia no Festival América do Sul. No dia seguinte, assisti ao excelente show do corumbaense Guilherme Rondon (depois conto como foi) e estava indo embora, mesmo sem ver a Zélia Duncan. Quase na casa da minha namorada, um cidadão cruzou o sinal fechado e bateu no meu carro.
O azar, ó azar…
Continue lendo:
Diego Matias é vocalista da banda Hard Co. e editor do Riffs & Solos, blog com dicas e transcrições de riffs e solos. Escrito pra quem gosta de rock and roll e tudo mais relacionado a música, com ênfase no instrumento mais f*da do mundo.
Envie um Email para o Autor | Todos os textos de Diego Matias






Muito bom o show! O Filho dos Livres sempre é muito competente e suas músicas são muito boas! Bom pra quem é daqui!