FAS 2008 - Quero o Teatro Mágico todo dia em Corumbá
Segundo dia do 5º Festival América do Sul. Na metade do dia - que foi, aliás, a hora em que acordei - já fiquei sabendo que O Rappa não se apresentaria por causa do mau tempo nos aeroportos do país. Beleza, não sou muito fã mesmo. O imprevisto foi bom pelo descanso que eu teria e ruim por que o show seria um review a mais aqui na Revista. Além do mais, eu estava ansioso mesmo pra ver O Teatro Mágico, pois já havia lido muita coisa boa deles no Qualidade Sonora, do Guilherme Ostrock e no Supra-Sumo, do Yanase.
Depois de um dia tranquilo, sem nenhum atraso, fomos à praça ver os shows. Perdi o primeiro da banda Dimitri Pellz e quando cheguei, o grupo Deletrônica fazia seu show misturando música eletrônica com instrumentos “normais”. Depois de meia hora, a trupe - cara, odeio essa palavra - do Teatro Mágico sobe no palco.

Fernando Anitelli começou a apresentação com versos: “Sem horas e sem dores” repetia, até que a banda começou a tocar e dali pra frente, a noite foi uma grande festa. Músicas muito bonitas, todas com um peculiar e instigante jogo de palavras. Anitelli apresenta a trupe: “Somos a trupe do Teatro Mágico e viemos do Mundo Mágico de Oz… … de Osasco.”
E pra quem já ouviu falar que os shows não têm apenas música, eu confirmo! A música é parte de algo maior na apresentação. Durante o show, tanto os músicos (todos pintados) quanto os dançarinos-palhaços-malabaristas fazem alguma performance: ou dançam, ou interagem com o público ou fazem apresentações com tecidos e trapézios suspensos numa estrutura vertical. Numa das músicas, acho que em Camarada D’água (ouça no final do texto ou baixe agora), Anitelli e o Rober Tosta (hilário) simulam uma briga e no fundo rolam uns sons de Hadouken, Shoryuken e Sonic Boom! Nostalgia total pra mim!!!
No final, fui à lojinha deles e comprei um DVD do show Entrada para Raros. O CD custava R$ 5,00, mas como as músicas estão de graça no site do grupo, e o CD não tem encarte ou algo mais interessante de se ter em mãos - e graças a isso eles mantém o baixo preço, ótima iniciativa - preferi o show. Saí de lá feliz por ter visto um show original e criativo. Aliás, aquilo não era um show, mas, como diz Anitelli, “uma desculpa esfarrapada pra uma porção de gente rara se encontrar.”
Ouça e baixe:
Zaluzejo -
[UPDATE] Leia o texto do Reporter Carejangrejo sobre o show em Corumbá, no blog do Teatro Mágico!
Continue lendo:
Diego Matias é vocalista da banda Hard Co. e editor do Riffs & Solos, blog com dicas e transcrições de riffs e solos. Escrito pra quem gosta de rock and roll e tudo mais relacionado a música, com ênfase no instrumento mais f*da do mundo.
Envie um Email para o Autor | Todos os textos de Diego Matias






Baita som esse, escuto direto aqui em minha humilde caixa.
Eu ainda não vi o show deles fora a entrevista que teve no altas horas daquele canal global.
Curto muito a idéia de circo que a banda passa.
Eu não muito de circo… assim, sempre que ouço falar que alguém usa circo como influência acabo me lembrando do Losermanos.
Mas o que eu gostei do Teatro é que a influência circense e as músicas funcionam como um show completo! As acrobacias, a maquiagem, tudo está alí pra compor algo maior. E, Fanny se você já gosta do disco, vai ficar maluco quando ouví-los ao vivo. É excelente! Abraço!!
Não gosto do Teatro Mágico.
Motivos:
- O som pop pouco diverge das porcarias tbém pop que entopem nossas FMs.
- Fui no show, e a música não se sustenta sem toda a parafernalha visual.
- São mega pretensiosos e demagogos, e público na sua maioria idem. “Raros”? Quem é raro, só quem curte o som deles? Não, o Teatro Trágico não é a redenção da nova MPB.
Falows.
Cara, eu ia dizer exatamente as mesmas coisas que o Giovani aí de cima, mas ele chegou primeiro.
Já fui em um show deles, e realmente, a performance circense é muito boa, mas as músicas em sua maioria não passam de pop brega, com rimas cafonas. Sem falar que o Fernando Anitelli é a pretensão em pessoa. Acho que ganha até do cara do Cordel do Fogo Encantado nesse sentido, e olha que isso é difícil.
Abraços!
Não conheci o Anitelli. Já vi o Cordel e não gostei. Gostei do Teatro por achar diferente e muito bem feito. Os músicos são competentes e as músicas são bonitas, simples sim, bregas e cafonas, mas são bonitas.
Sempre fico extasiado vendo uma banda competente tocar, e no Teatro Mágico foi isso que eu vi. Não quero entrar no mérito das performances por que, embora façam parte do show, não são a minha praia. Eu queria é ouvir as músicas e delas eu gostei.
Tomara mesmo que eles não inventem a fazer mpb, que é, de longe a coisa mais chata do mundo. E sobre a “entrada pra raros”, Giovani, isso é só um belo slogan, cara.
Squall, ainda bem que não fui pedir autógrafos pro Cordel… e eu bem que pensei nisso naquela ocasião…
Eu não fui ao show, então tive que ver o DVD que meu irmão comprou. A show da banda parece funcionar como um espetáculo completo. Sem os músicos-atores-palahços a música que sobra não é muita coisa. Mas acho que O Teatro não está preocupado em vender a música somente.
O show completo demonstra a real intensão da banda.
Agora, o DVD é bem ruinzinho… por ser independente a produção é bem fraca. Lembra o DVD horrendo do Angra.