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FAS 2008 - Raimundo Fagner em Corumbá

Por Diego Matias • 02/05/2008 • Categoria: Destaque

No primeiro dia do Festival América do Sul, minha movimentação pra ir ao show no pavilhão do Porto Geral de Corumbá começou cedo com meu irmão entrando em contato com a produção, a fim de conseguir nossas credenciais.

Conseguimos e, atrasados, fomos pra praça Generoso Ponce assistir aos primeiros 3 shows da noite. Como chegamos lá às 22:30, pensei que tivesse perdido a apresentação da Jennifer Magnética - banda campograndense de rock alternativo-progressivo, leia a entrevista que fiz com o guitarrista Jean Stringheta - e lá fomos pro show principal. No fim da avenida, quando já estávamos quase na ladeira pro porto, a banda começou a tocar e fizemos o caminho de volta pra ver o show. Perdemos o início, mas conseguimos ver a partir da segunda música “Atrá(z) do muro”. A banda tocou as músicas do primeiro disco, Placenta, e uns covers inspirados de Tomorrow Never Knows e Within You Without You dos Beatles.

Show interessante mas curto. Muito bom, exceto pelos punk-bêbados-desocupados fazendo bagunça em frente ao palco. Não sou chato - tá, eu sou mal-humorado - mas ali e naquela hora não era lugar pra socos e empurrões. Quando acabou, fomos, Sâmela e eu pro pavilhão principal. Mal pisamos na parte de dentro da cobertura, o show já foi anunciado e vimos - bem de perto, ficamos bem na frente - o Fagner pela primeira vez tocando em Corumbá. A noite começou com uma música de tema ecológico, bem relevante pra uma apresentação no meio do Pantanal. Saímos da parte da frente e fomos buscar cerveja, refrigerante e um lugar na arquibancada. De lá o show parecia imenso! Tinha-se a real dimensão do lugar, público e de como o Fagner é carismático e talentoso. É uma maravilha ver e ouvir tudo fluindo: músicos afinados e cada som no seu lugar e com essa “cozinha”, Fagner ia levando uma canção após a outra, todas de uma melancolia e beleza singulares.

Raimundo Fagner

No meio da noite, já passada a primeira hora de show, o cantor cearence começou um medley com as músicas mais famosas emendadas. Quando viu todo mundo cantando junto, Fagner sorriu e passou a pedir cada vez mais que o público cantasse. Muito legal. A última música da seqüência foi Deslizes - famooooooosa - e daí pra frente, o frio não esfriava mais ninguém. A banda começou um tema instrumental que foi deixa pro Fagner apresentar os músicos a quem estava assistindo. Quando ele falou “… e no vocal, vocês!”, começou “Borbulhas de Amor” e, com ela, a gritaria. Minha namorada quase teve um troço de tanto gritar e eu, entrei na onda, claro. :)

Depois dessa, fomos pra perto do palco. Tínhamos uma credencial de Imprensa e não exitaríamos em usá-la pra chegar perto do cara no final do Show. Mas não seria tão fácil: Éramos 2 pessoas pra mesma credencial então, cavalheiro que sou, sobraria pra mim esperar do lado de fora, além do mais não tínhamos caneta. Lá perto da banda, ao som de “quem é rico mora na praia…” vimos, logo atrás de nós o tecladista do Bando, Alex Cavalheri e os músicos da Jennifer Magnética. Conseguimos um panfleto e um CD autografados. Ponto pra nós! :D

O show terminou e fomos tentar nossa sorte com a credencial. Depois de um bom tempo esperando, entramos e ficamos no fim da fila de acesso ao camarim. Alguns minutos depois, sai de lá o Tarcísio Filho - ele apresentou a abertura do FAS 2008 - e TODOS que estavam na nossa frente saem pra ir pegar um autógrafo com ele. Como isso aqui é a Revista Música e não o Video Show, aproveitamos a brecha e entramos no camarim pra ver o dono da festa. O Fagner foi muito simpático e perguntou se gostamos do show dele. Nessa hora minha namorada virou uma grande poça de manteiga derretida e eu descobri que tenho um bloqueio por que estava em pé, apertando a mão de um dos maiores artistas da música brasileira e não encontrava nada de interessante pra dizer. Fiz um elogio bobo e só.

Bem, acho que valeu. Com certeza o show do Fagner foi um dos melhores em que eu já fui. Recomendo e assino embaixo. Se você for algum dia e por acaso entrar no camarim pra falar com o Raimundo, diz pra ele que eu gostei do show e que saí de lá feliz.

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Diego Matias é vocalista da banda Hard Co. e editor do Riffs & Solos, blog com dicas e transcrições de riffs e solos. Escrito pra quem gosta de rock and roll e tudo mais relacionado a música, com ênfase no instrumento mais f*da do mundo.
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