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The Allman Brothers Band - Brothers and Sisters

Por Fábio Terra • 12/05/2008 • Categoria: Destaque

Allman Brothers Band - Brothers and SistersO ano é 1973. Depois de assimilarem o duro golpe da morte de Duane Allman, o Allman Brothers Band lança aquele que, em minha opinião, é um dos melhores discos da banda e do Southern Rock: Brothers and Sisters. Mas não antes de uma nova tragédia, Berry Oakley se acidentou três quadras de onde o Duane havia também se chocado de moto contra um caminhão. Berry se chocou em um acidente semelhante, chocou-se com sua moto em um ônibus, três quadras do acidente de Duane e veio a falecer em sua casa, por ter dispensado cuidados médicos e ter voltado pra casa andando.

No disco Brothers and Sisters, na contra capa, aparece à frase, “dedicated to a brother - Berry Oakley”. Mais uma tragédia mais dor e muito mais música, Brothers and Sisters mostra a mudança de liderança, até então feita por Duane, e passa a ser de Dickey Betts. Isso é notado nos clássicos, “Ramblin’ Man” e a instrumental “Jessica” duas poderosas músicas que marcam a sonoridade do Allman para uma veia mais country rock (mas não se esquecendo dos duetos de guitarra) e da sonoridade cheia de groove criada pelo Allman.

A entrada do disco já diz a que vinha com “Wasted Words”, um som tipicamente Allman, com uma pitada country mais acentuada do que nos discos anteriores mas simplesmente sensacional, com solos de slide feitos por Dickey Betts com a mesma competência do amigo, e coube à Betts gravar todas as guitarras fazendo um trabalho brilhante na já citada “Ramblin’ Man”.

“Come and Go Blues” com a sua acentuação teimosa e os elementos tradicionais do Allman, mostram uma música sem palavras para descrever, com um solo de piano cheio de armadilhas, aliás, nesse disco as armadilhas da turma aparecem de cabo a rabo. Mudanças de tom, de andamentos, preparações para solos, climas criados variando na mesma música, “Come and Go Blues” é um grande exemplo dessa textura.

Alguma coisa falta, então vemos um blues “Jelly Jelly” sensacional. A cadência, o solos de Hammond e de Guitarra, harmonia não tão convencional, fugindo do tradicional, mas ao mesmo tempo mostrando de onde as influências vinham.

“Southbound” é o que chamo de groove característico do Allman, se Você tem uma banda e quer fazer um som em cima deles, é necessário que toquem essa música por horas a fio apenas pra pegar as artimanhas do groove, isso é pura improvisação. Não escute apenas, caia no groove.

Depois de “Jessica” clássico dos clássicos, em alto astral capaz de deixar até o mais chato dos humanos alegre, com seu tempero western e twin guitars perfeitas, obra prima de Betts, temos o que se tornou uma característica dos discos do Allman, uma canção acústica, desde Little Martha. “Pony Boy” fecha com chave de ouro um disco brilhante, alegre, mostrando que a música do Allman é maior do que qualquer tragédia.

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Fábio Terra é guitarrista da banda O Bando do Velho Jack, acaba de lançar o 4º cd com a banda, Bicho do Mato e tem o apoio das cordas Elixir® e guitarras GRS Custom Guitars.
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4 Comentários »

  1. Mais um pra coleção! Depois desses artigos o Allman Brothers passou a ser lição de casa. Abraço!

  2. discão realmente mas…quem é o garotinho da capa?

  3. Jean, boa pergunta realmente não sei e atras tem uma menininha tb, a capa eu acho linda tem aver com o disco, em minha opinião um dos melhores do Allman.

  4. O nome do guri é Vaylor Trucks, ele é filho do Butch Trucks.

    Assim diz o site do Allman:

    “Who is Vaylor Trucks?”

    “Butch’s son - and the little boy who appeared on the cover of Brothers and Sisters.”

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